Em outubro de 2025, fiz minha primeira viagem solo a Lisboa. Com orçamento limitado e coração aberto, escolhi um hostel no bairro de Alfama — não por ser barato, mas por prometer “encontros reais entre viajantes do mundo todo”. O que vivi naquela semana mudou minha forma de viajar para sempre.
Neste guia, compartilho minhas experiências reais, os erros que cometi e as lições que aprendi sobre convivência, segurança e respeito em hostels. Tudo testado por mim, com honestidade e transparência, para que sua primeira vez seja mais tranquila do que a minha.
1. Minha experiência real: quando a solidão virou conexão
Na minha primeira noite, fiquei paralisada na porta do dormitório. Ouvi risadas em inglês, espanhol e francês, e pensei: “Não pertenço aqui”. Deitei na cama de cima, cobri o rosto com a toalha e chorei de medo.
Mas no dia seguinte, durante o café da manhã comunitário, uma mochileira argentina me convidou para caminhar pelo bairro. Descobri que hostel não é sobre economizar — é sobre abrir-se ao mundo.
Meu maior erro? Levar cadeado fraco. Na terceira noite, percebi que meu armário estava entreaberto. Nada foi roubado, mas o susto me ensinou: segurança vem antes de tudo.
Aliás, se você quer mais ideias de viagens solo, recomendo Foz do Iguaçu em 2026: Natureza, Fronteira e Cultura na Tríplice Fronteira — lá, mostro como viajar sozinha pode ser seguro e transformador.

2. Escolhendo o hostel certo: além das avaliações
Antes de Lisboa, escolhi meu hostel apenas pela localização. Erro grave. O lugar era limpo, mas o staff ignorava conflitos noturnos, e o barulho era constante.
Na segunda viagem, a Barcelona, mudei minha abordagem:
- Li relatos recentes de outros viajantes (não só notas)
- Busquei menções a “staff acolhedor” e “silêncio após as 23h”
- Verifiquei se havia cortinas nas camas e tomadas individuais
O resultado? Um hostel onde fiz amizades que duram até hoje. Uma brasileira, um japonês e eu ainda trocamos mensagens mensais.
Dica prática:
Evite lugares com comentários repetidos sobre “festa até de madrugada” se você busca descanso. Prefira hostels que mencionem “quiet hours” e “áreas de leitura”.
Se você busca destinos com história, confira também Sobremesas Nordestinas em 2026: História, Tradição e Sabores — lá, mostro como a cultura se revela nos sabores.

3. Checklist prático: o que levar para sua primeira vez
Depois de errar (e aprender), criei um kit essencial:
Segurança primeiro
- Cadeado resistente (não aquele de plástico!)
- Cópia digital dos documentos no celular
- Powerbank pequeno para manter o celular carregado
Conforto humano
- Toalha de secagem rápida (muitos hostels não fornecem)
- Chinelos de borracha para o banheiro
- Máscara de olhos e tampões de ouvido
Convivência respeitosa
- Saquinhos silenciosos para organizar itens
- Fones com cancelamento de ruído
- Uma garrafa térmica para café da manhã
Erro que cometi:
Levei sacolas plásticas barulhentas. Ao procurar meu carregador às 6h, acordei todo o dormitório. Nunca mais!
4. Etiqueta no dormitório: pequenos gestos, grande impacto
Aprendi que convivência não é opcional — é essencial. Em hostels, cada gesto conta:
- Use a lanterna do celular, não a luz geral, à noite
- Coloque o despertador no vibrar e esconda sob o travesseiro
- Evite sonecas repetidas — alarmes incessantes irritam todos
- Organize sua mochila na noite anterior para evitar barulho cedo
Experiência real:
Em Berlim, um colega de quarto usava fone com música alta até 2h. Quando conversei com ele gentilmente, ele se desculpou e até me convidou para um tour pelos grafites da cidade no dia seguinte.
Dica prática:
Se um conflito persistir, fale com a recepção, não com o hóspede. Eles estão treinados para mediar sem criar “climão”.
Se você quer combinar natureza e cultura, recomendo Bonito em 2026: Rios Cristalinos e Cultura Pantaneira — lá, mostro como a natureza pode ser a melhor professora.

5. Tipos de quarto: encontre seu equilíbrio
Na minha primeira viagem, escolhi um dormitório misto com 12 camas. Resultado? Barulho constante e pouco descanso.
Na segunda, optei por um dormitório feminino com 6 camas. A diferença foi imensa: mais silêncio, mais respeito, mais conexões reais.
Como escolher sua cama:
- Cama de baixo: fácil acesso a malas e tomadas, mas mais passagem
- Cama de cima: mais privacidade, mas exige subir escada à noite
Quando vale pagar mais:
Se você tem sono leve ou viaja para trabalhar, invista em quartos com menos camas. O descanso compensa qualquer valor extra.
6. Segurança dos pertences: nunca subestime
Meu susto em Lisboa me ensinou: nunca confie cegamente. Mesmo em hostels bem avaliados:
- Tranque seu armário SEMPRE — mesmo para ir ao banheiro
- Leve documentos e cartões com você — não deixe no quarto
- Evite carregar eletrônicos desacompanhados — especialmente notebooks
Dica prática:
Alguns hostels oferecem cofre na recepção. Pergunte na chegada — é ideal para passaporte e dinheiro extra.
7. Participação ativa: como transformar estadia em amizade
Hostels não são só para dormir — são espaços de conexão. Em Barcelona, participei de um jantar coletivo organizado pelo hostel. Cozinhamos juntos, compartilhamos histórias e até planejamos um bate-volta a Girona.
Atividades que valem a pena:
- Jantares comunitários
- Tours guiados por outros hóspedes
- Noites de jogos e intercâmbio cultural
Lembre-se:
Respeite quem prefere ficar isolado. Nem todos buscam socialização — e isso é válido.
8. Localização: equilíbrio entre agito e tranquilidade
Em Lisboa, fiquei perto de bares — ótimo para socializar, péssimo para dormir.
Em Barcelona, escolhi um hostel em rua residencial — silêncio garantido, mas longe do metrô.
Dica prática:
Verifique:
- Distância até pontos turísticos
- Facilidade de transporte público
- Tipo de vizinhança (comercial, residencial, turística)
Às vezes, pagar um pouco mais por localização estratégica economiza tempo e energia.
9. Comodidades que fazem diferença
Nem todas as comodidades são iguais. Priorize:
- Cozinha bem equipada — economiza e cria laços
- Wi-Fi estável — essencial para planejar
- Área de lavanderia — salva em viagens longas
- Espaços de leitura — perfeitos para momentos de introspecção
Evite se impressionar com “piscina” ou “bar” se o básico (limpeza, segurança) for negligenciado.
10. Perguntas Frequentes (FAQ) – Respostas Reais
Hostel é seguro para mulheres viajando sozinhas?
Sim, especialmente em dormitórios femininos. Escolha lugares com staff presente 24h e boa reputação em segurança.
Preciso falar inglês para me comunicar?
Não. Gestos, sorrisos e apps de tradução resolvem. Muitos hostels têm staff multilíngue.
Posso receber visitas?
Depende do hostel. Alguns permitem até certo horário; outros proíbem totalmente. Pergunte antes.
E se eu não me adaptar?
Peça para trocar de quarto ou, se possível, mude de hostel. Sua saúde mental vem primeiro.
Vale a pena participar das atividades do hostel?
Sim! É a melhor forma de fazer amigos e descobrir cantos autênticos da cidade.
Conclusão: Hostel é sobre humanidade, não economia
Minha primeira vez em hostel me ensinou que viajar sozinha não é estar só. É abrir-se ao mundo, respeitar diferenças e encontrar beleza nas conexões inesperadas.
Com essas dicas, você evita meus erros e aproveita o melhor dessa experiência: a humanidade em movimento.
E agora, querida leitora, quero saber de você:
Qual foi sua primeira vez em hostel? Compartilhe nos comentários!
Importante: Este blog não é uma agência de viagem. Tudo aqui é fruto da minha experiência real — com honestidade, transparência e amor por viajar de verdade.
Vanessa Mendes é uma viajante apaixonada por explorar novos destinos, culturas e experiências únicas, sempre em busca de ampliar seus horizontes e viver com propósito. Inspirada por uma mentalidade de descobertas e aventuras, ela une curiosidade e entusiasmo para transformar cada jornada em um aprendizado, explorando o mundo enquanto compartilha sua visão de liberdade, conexão e crescimento pessoal.